Na sexta-feira (12), em Belém, o Pará apresentou dois projetos grandes para impulsionar o turismo no Estado. A Rota da Bioeconomia e o Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia foram os destaques da 110ª Reunião do Fórum de Turismo do Pará (Fomentur). A ideia é mostrar para quem visita o Estado como funciona a produção sustentável paraense, gerando renda para as comunidades locais.
A Rota da Bioeconomia tem dez roteiros espalhados pela Região Metropolitana de Belém. Foi criada para receber turistas durante a COP30, mas vai ficar como um produto permanente. Segundo Paulo dos Reis, presidente da Associação dos Negócios de Bioeconomia da Amazônia (Assobio), a rota permite que visitantes conheçam as cadeias produtivas do Estado. "Vamos mostrar como funcionam nossas produções, o impacto delas na região e os produtos que geram. A proposta é conectar o turista a uma experiência regional e transformar nossa produção em um importante atrativo", explicou. A rota já está sendo preparada para comercialização pelas agências de turismo, e em breve deve ter uma segunda versão focada no interior do Estado.
Para os municípios, o turismo é uma oportunidade real de desenvolvimento. Ricardo Matos, coordenador da Federação das Associações de Municípios do Estado do Pará (Famep), destacou que os produtos turísticos com foco na sustentabilidade geram renda direta nas comunidades. "O Pará é agropecuário, minerador e também turístico. Quando investimos em turismo de base comunitária, o impacto acontece justamente nas comunidades, impulsionando o desenvolvimento dos municípios", afirmou.
O secretário de Estado de Turismo, Lucas Vieira, lembrou que o Pará vive um dos melhores momentos do turismo. Desde 2023, o Estado registra crescimento acima de dois dígitos, e no ano passado esse crescimento superou 30%, com novos voos e novos equipamentos turísticos. "Precisamos transformar esse crescimento em um legado permanente para o turismo paraense", disse.
Fonte: Agência Pará