O Pará está usando reconhecimento facial e câmeras inteligentes para prender criminosos e recuperar veículos roubados. Desde 2019, o Estado instalou mais de mil câmeras em vias públicas da capital e do interior, equipadas com inteligência artificial. A estratégia faz parte do plano de segurança pública do governo, baseado em integração entre órgãos, uso de inteligência e investimentos em tecnologia.

Os resultados são visíveis. Em março, um homem procurado por homicídio foi identificado por um totem inteligente em Castanhal. Em abril, câmeras capturaram um foragido na BR-316, em Ananindeua, e ajudaram a recuperar um veículo roubado em Belém. Em junho, o reconhecimento facial capturou um condenado por latrocínio na área do Ver-o-Peso, em Belém. Entre janeiro e maio de 2026, apenas o Centro Integrado de Operações (CIOP) identificou 18 criminosos foragidos usando a tecnologia.

O Pará também dispõe de 100 postos eletrônicos de segurança, chamados totens, equipados com reconhecimento facial e leitura de placas. Desse total, 47 estão na Região Metropolitana de Belém e 53 nos principais municípios do Estado. O investimento nestes totens chegou a R$ 2,45 milhões. As imagens são transmitidas em tempo real para os centros de monitoramento, que emitem alertas imediatos quando identificam pessoas com mandado de prisão ou veículos roubados.

O Estado também conta com 1.600 câmeras corporais usadas pela Polícia Militar e Departamento de Trânsito (Detran). Entre 2021 e abril de 2026, o videomonitoramento registrou quase 1 milhão de ocorrências na Região Metropolitana de Belém, incluindo acidentes com vítimas, localização de veículos roubados e identificação de procurados pela Justiça.

Um diferencial importante é a integração entre órgãos. O sistema de leitura de placas do Pará está conectado ao Córtex, plataforma nacional do Ministério da Justiça que compartilha informações entre instituições de todo o Brasil. Assim, as câmeras estaduais recebem dados de órgãos federais, municipais e de trânsito, ampliando a capacidade de rastreamento. O reconhecimento facial também está integrado ao banco de dados de foragidos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Fonte: Agência Pará