Moradores de Monte Alegre, no oeste do Pará, estão caindo em um golpe conhecido como "golpe do falso advogado". Criminosos usam o WhatsApp para se passar por advogados ou funcionários de escritórios jurídicos e cobram dinheiro de pessoas que têm processos na Justiça.

Para enganar as vítimas, os golpistas usam informações reais. Eles mandam fotos autênticas de profissionais, números de registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e detalhes verdadeiros dos processos judiciais das pessoas. Uma moradora quase caiu no golpe, mas desconfiou quando recebeu cobranças suspeitas. Ela ligou para seu advogado e descobriu que era mesmo uma fraude: "Liguei para o meu advogado e perguntei se aquele rapaz era da empresa. Ele disse: 'Ainda bem que você não caiu, porque esse rapaz eu também não conheço'".

Ruan Patrick, presidente da subseção da OAB em Monte Alegre, explica que o problema acontece em todo o Brasil. Ele alerta que resolver processos judiciais leva tempo e nunca é feito de forma informal. "A pessoa entrou com um processo e, de uma semana para a outra, o golpista entra em contato dizendo que já foi resolvido. Jamais faça pagamentos por intermédio de Pix por contato de WhatsApp", orientou.

A melhor forma de se proteger é nunca fazer pagamentos ou assinar contratos baseado apenas em conversas no WhatsApp ou redes sociais. O cliente deve sempre ir pessoalmente ao escritório de advocacia para acompanhar o caso e confirmar se as cobranças são reais.

Se cair no golpe, a primeira coisa a fazer é registrar um Boletim de Ocorrência na delegacia. Depois, a vítima deve usar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) no aplicativo do seu banco. Esse recurso, criado pelo Banco Central, tenta bloquear e devolver o dinheiro em casos de fraude.

Fonte: G1 Santarem