Empinar pipa é brincadeira tradicional nas férias, mas está provocando cada vez mais problemas no Pará. Entre janeiro e abril de 2026, foram registrados 994 casos envolvendo pipas e a rede elétrica, o que representa um aumento de 13% comparado ao mesmo período do ano passado. Isso significa uma média de cerca de oito ocorrências por dia nos primeiros quatro meses do ano.

Os dados mostram que Belém e a Região Metropolitana lideram o número de registros, com mais de 200 ocorrências. No Nordeste do Pará, cidades como Castanhal, Capanema, Bragança e Paragominas somaram aproximadamente 232 registros. Marabá, Parauapebas e Tucuruí tiveram 148 ocorrências. Nas regiões de Santarém e Altamira, foram contabilizados 138 casos.

O problema ocorre quando as pipas entram em contato com a fiação elétrica, causando interrupções no fornecimento de energia e colocando pessoas em risco. Segundo Elton Lucena, executivo de Segurança da Equatorial Pará, quando uma pipa toca a rede elétrica, pode provocar curtos-circuitos e desligamentos que afetam milhares de pessoas. Tentar retirar a pipa presa na fiação é extremamente perigoso e não deve ser feito por ninguém.

Com a chegada das férias escolares e dos ventos mais intensos, típicos desta época do ano, a tendência é que mais pessoas procurem espaços para empinar pipas. A recomendação é que a brincadeira aconteça apenas em locais abertos e longe da rede elétrica.

Outro cuidado importante é evitar o uso de cerol e linha chilena, materiais proibidos que colocam em risco motociclistas, ciclistas e pedestres. Se uma pipa ficar presa na fiação, o orientado é não tentar recuperá-la sozinho. O melhor a fazer é avisar a companhia de energia para que ela tome as medidas necessárias.