O Seminário de Economia Criativa da Amazônia encerrou nesta sexta-feira (12) em Santarém após dois dias de discussões sobre como fortalecer a economia criativa na região. O encontro trouxe junto representantes da prefeitura, universidades, organizações comunitárias, empreendedores, artistas e agentes culturais. Ao final, foi elaborada a Carta pelo Fortalecimento da Economia Criativa na Amazônia e um Plano de Ações Estratégicas para o setor.

Realizado pelo Instituto Território das Artes com apoio da Prefeitura de Santarém, o seminário criou um espaço para falar sobre desafios e oportunidades da economia criativa amazônica. Os temas discutidos foram inovação, patrimônio cultural, turismo sustentável, mudanças climáticas e políticas públicas de desenvolvimento. A secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, ressaltou que reunir diferentes atores da cultura, turismo, pesquisa e gestão pública demonstra o compromisso de Santarém em valorizar os saberes e o potencial criativo dos territórios.

Nos painéis de discussão, especialistas debateram como a tecnologia, pesquisa e inovação podem impulsionar a economia criativa da Amazônia. Também foi discutido o papel da cultura e turismo na agenda climática. Shaji Thomas, diretor do Instituto Mureru Eco Amazônia, destacou a importância de compreender os conhecimentos tradicionais na conservação dos ecossistemas, citando turismo comunitário, economia circular e bioeconomia como atividades que geram renda mantendo a floresta em pé.

Leila Borari, participante do painel, reforçou que na região do Tapajós o turismo tem grande importância econômica. Alter do Chão é uma porta importante, mas outras comunidades também fazem parte desse cenário. A cultura local está ligada aos rios e aos modos de vida tradicionais, e debater esses assuntos significa falar sobre valorização cultural e estratégias para enfrentar a crise climática.

À tarde, os participantes trabalharam em grupos temáticos: Territórios e Espaços Criativos; Políticas Públicas para a Criatividade; Cultura, Clima e Agenda 2030; e Turismo, Cultura e Inovação. Os resultados vão compor a Carta e o Plano de Ações. O material será encaminhado ao Ministério da Cultura, à Secretaria de Economia Criativa e a instituições que atuam no desenvolvimento da Amazônia, servindo como referência para futuras ações entre instituições, gestores públicos e agentes do setor.

Fonte: Prefeitura de Santarém